20 de jul de 2025

AO VIVO AOS SÁBADOS

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21 de mai de 2017

164 - Cap.15 - Fora da Caridade Não Há Salvação

Estudo para o dia 27 de maio de 2017

6 – Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine. E se eu tiver o dom de profecia, e conhecer todos os mistérios, e quanto se pode saber; e se tiver toda a fé, até a ponto de transportar montanhas, e não tiver caridade, não sou nada. E se eu distribuir todos os meus bens em o sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, se todavia não tiver caridade, nada disto me aproveita. A caridade é paciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. A caridade nunca jamais há de acabar, ou deixem de ter lugar às profecias, ou cessem as línguas, ou seja abolida a ciência.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três virtudes; porém a maior delas é a caridade. (Paulo, I Coríntios, XIII: 1-7 e 13).
7 – São Paulo compreendeu tão profundamente esta verdade, que diz: “Se eu falar as línguas dos anjos; se tiver o dom de profecia, e penetrar todos os mistérios; se tiver toda a fé possível, a ponto de transportar montanhas, mas não tiver caridade, nada sou. Entre essas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade”. Coloca, assim, sem equívoco, a caridade acima da própria fé. Porque a caridade está ao alcance de todos, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre; e porque independe de toda a crença particular.

E faz mais: define a verdadeira caridade; mostra-a, não somente na beneficência, mas no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

19 de mai de 2017

163 - CAP.12 - AMAI VOSSOS INIMIGOS



Estudo para o dia 20 de maio de 2017


OS INIMIGOS DESENCARNADOS

5. Tem o espírita ainda outros motivos de indulgência para com seus inimigos. Sabe ele, primeiro, que a maldade não é o estado permanente dos homens; que ela se deve a uma imperfeição momentâ-nea, e que, do mesmo modo que a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia seus erros e se tornará bom.

Sabe ainda que a morte não o livra senão da presença material de seu inimigo, mas que este pode persegui-lo com o seu ódio, mesmo depois de ter deixado a Terra; que, assim, a vingança falha no seu objetivo e, ao contrário, tem por efeito produzir uma irritação maior que pode continuar de uma existência a outra. Cabe ao Espiritismo provar, pela experiência e pela lei que rege as relações do mundo visível e do mundo invisível, que a expressão: apagar o ódio com o sangue é radicalmente falsa, e o que é verdadeiro, é que o sangue conserva o ódio, mesmo além do túmulo; de dar, por conseguinte, uma razão de ser efetiva e uma utilidade prática ao perdão, e à sublime máxima do Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que não seja tocado de bons procedimentos, mesmo inconscientemente; pelos bons procedimentos tira-se pelo menos todo pretexto de represálias; de um inimigo pode-se fazer um amigo, antes e depois da sua morte. Pelos maus procedimentos, ele se irrita, e é então que ele próprio serve de instrumento à justiça de Deus para punir aquele que não perdoou.

6. Pode-se, pois, ter inimigos entre os encarnados e entre os desencarnados; os inimigos do mundo invisível manifestam sua male-volência pelas obsessões e pelas subjugações, das quais tantas pessoas são alvo, e que são uma variedade das provas da vida; essas provas, como as outras, ajudam ao adiantamento e devem ser aceitas com resignação, e como conseqüência da natureza inferior do globo terrestre; se não houvesse homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao redor dela. Se, pois, deve-se ter indulgência e benevolência para com os inimigos encarnados, devemos tê-las igualmente para com aqueles que estão desencarnados.

Outrora, sacrificavam-se vítimas sangrentas para apaziguar os deuses infernais, que não eram outros senão os Espíritos maus. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo veio provar que esses demônios não são outros senão as almas de homens perversos, que não se despojaram ainda dos instintos materiais; que não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício de seu ódio, quer dizer, pela caridade; que a caridade não tem apenas por efeito impedi-los de fazer o mal, mas de os conduzir no caminho do bem, e de contribuir para a sua salvação. É assim que a máxima: Amai os vossos inimigos, não está circunscrita ao círculo estreito da Terra e da vida presente, mas se integra na grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.

12 de mai de 2017

Mensagem para o Dia das Mães - Ir. Aila Pinheiro de Andrade

162 - CAP. XI - AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO - O MAIOR MANDAMENTO

Estudo para o Sábado - 13/05/2017


O MAIOR MANDAMENTO 


1. Os Fariseus, tendo sabido que ele tinha feito calar a boca aos Saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, veio lhe fazer esta pergunta para o tentar: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma e de todo o vosso espírito; é o maior e o primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante àquele: Amareis vosso próximo como a vós mesmos. Toda a lei e os profetas estão contidos nesses dois mandamentos, (São Mateus, cap. XXII, v. 34 a 40). 

2. Fazei aos homens tudo o que quereis que eles vos façam; porque é a lei e os profetas. (Idem, cap. VII, v. 12). 

Tratai todos os homens da mesma forma que quereríeis que eles vos tratassem. (São Lucas, cap. VI, v. 31). 

3. O reino dos céus é comparado a um rei que quis tomar conta aos seus servidores; e tendo começado a fazê-lo, se lhe apresentou um deles que lhe devia dez mil talentos. Mas como ele não tinha os meios de lhos restituir, seu senhor recomendou que o vendessem a ele, sua mulher e seus filhos, e tudo o que ele tinha, para satisfazer a sua dívida. O servidor, lançando-se-lhe aos pés, suplicou-lhe dizendo: Senhor, tende um pouco de paciência e eu lhe restituirei o total. Então o senhor desse servidor, tocado de compaixão, o deixou ir e remiu-lhe a dívida. Mas esse servidor, mal tendo saído, encontrando um de seus companheiros que lhe devia cem dinheiros, tomou-o pela garganta, quase sufocando-o e dizendo-lhe: Restitui-me o que me deves. E seu companheiro, lançando-se-lhe aos pés, suplicou-lhe dizendo: Tende um pouco de paciência e eu vos restituirei o total. Mas ele não quis escutá-lo; e se indo, fê-lo colocar na prisão, para nela o ter até que lhe restituísse o que lhe devia.

Os outros servidores, seus companheiros, vendo o que se passava, extremamente aflitos, foram informar a seu senhor de tudo o que havia ocorrido. Então o senhor, fazendo-o vir, lhe disse: Mau servidor, eu vos isentei de tudo o que me devíeis, porque me pedistes isso; não seria preciso, pois, que tivésseis piedade do vosso companheiro, como tive piedade de vós? E o senhor, encolerizado, o entregou às mãos dos carrascos, até que pagasse tudo o que lhe devia.

É assim que meu Pai, que está no céu, vos tratará, se cada um não perdoar, do fundo do coração, ao seu irmão, as faltas que lhe tiverem cometido. (São Mateus, cap. XVIII, v. 23 a 35).

4. “Amar o próximo como a si mesmo: fazer para os outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós” é a mais completa expressão da caridade, porque resume todos os deveres para com o próximo. Não se pode ter guia mais seguro, a esse respeito, que tomando por medida, do que se deve fazer para os outros, o que se deseja para si. Com qual direito se exigiria dos semelhantes mais de bons procedimentos, de indulgência, de benevolência e de devotamento do que se os tem para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo; quando os homens as tomarem por normas de sua conduta e por base de suas instituições, compreenderão a verdadeira fraternidade e farão reinar, entre eles, a paz e a justiça; não haverá mais nem ódios nem dissensões, mas união, concórdia e benevolência mútua.



5 de mai de 2017

161 - CAP. 11 - AMAR O PRÓXIMO COMO A SÍ MESMO



Estudo para o dia 06 de maio de 2017.


CARIDADE PARA COM OS CRIMINOSOS


14. A verdadeira caridade é um dos mais sublimes ensinamentos que Deus deu ao mundo. Deve existir entre os verdadeiros discípulos de sua doutrina uma fraternidade completa. Deveis amar os infelizes, os criminosos, como criaturas de Deus, às quais o perdão e a misericórdia serão concedidos, se se arrependerem, como a vós mesmos, pelas faltas que cometeis contra a sua lei. Pensai que sois mais repreensíveis, mais culpados que aqueles aos quais recusais o perdão e a comiseração, porque, frequentemente, eles não conhecem Deus como o conheceis, e lhes será pedido menos que a vós.
Não julgueis, oh! não julgueis, meus caros amigos, porque o julgamento que fizerdes vos será aplicado mais severamente ainda, e tendes necessidade de indulgência para os pecados que cometeis sem cessar. Não sabeis que há muitas ações que são crimes aos olhos do Deus de pureza, e que o mundo não considera sequer como faltas leves?
A verdadeira caridade não consiste somente na esmola que dais, nem mesmo nas palavras de consolação com as quais podeis acompanhá-la. Não, não é só isso o que Deus exige de vós. A caridade sublime, ensinada por Jesus, consiste também na benevolência concedida sempre, e em todas as coisas, ao vosso próximo. Podeis ainda exercitar essa sublime virtude sobre muitos seres que não precisam de esmolas, e que palavras de amor, de consolação e de encorajamento conduzirão ao Senhor.
Os tempos estão próximos, digo-o ainda, em que a fraternidade reinará nesse globo; a lei do Cristo é a que regerá os homens e só ela será o freio e a esperança, e conduzirá as almas às moradas bem-aventuradas. Amai-vos, pois, como os filhos de um mesmo pai; não façais diferença entre os outros infelizes, porque é Deus quem quer que todos sejam iguais; portanto, não desprezeis a ninguém; Deus permite que grandes criminosos estejam entre vós, a fim de que vos sirvam de ensinamento. Logo, quando os homens forem conduzidos às verdadeiras leis de Deus, não haverá mais necessidade desses ensinamentos, e todos os Espíritos impuros e revoltados serão dispersados nos mundos inferiores, de acordo com as suas tendências.
Deveis àqueles de quem falo o socorro de vossas preces: é a verdadeira caridade. Não é preciso dizer de um criminoso: “É um miserável; é preciso expurgá-lo da Terra; a morte que se lhe inflige é muito suave para um ser dessa espécie.” Não, não é assim que deveis falar. Olhai vosso modelo, Jesus; que diria ele se visse esse infeliz perto de si? Lamentá-lo-ia, o consideraria como um doente bem miserável e lhe estenderia a mão. Não podeis fazer isso em realidade, mas, pelo menos, podeis orar por ele, assistir seu Espírito durante alguns instantes que deve ainda passar sobre a vossa Terra. O arrependimento pode tocar-lhe o coração, se orardes com fé. Ele é vosso próximo como o melhor dentre os homens; sua alma transviada e revoltada foi criada, como a vossa, para se aperfeiçoar; ajudai-o, pois, a sair do lamaçal, e orai por ele. (ELISABETH DE FRANÇA, Havre, 1862).

15. Um homem está em perigo de morte; para salvá-lo é preciso expor a vida; mas sabe -se que esse homem é infeliz, e que, se ele escapar, poderá cometer novos crimes. Deve-se, malgrado isso, se expor para salvá-lo?

Esta é uma questão muito grave e que pode se apresentar naturalmente ao espírito. Responderei segundo meu adiantamento moral, uma vez que se trata de saber se se deve expor a própria vida por um malfeitor. O devotamento é cego; socorre-se um inimigo, deve-se socorrer o inimigo da sociedade, numa palavra, um malfeitor. Credes que é somente à morte que se vai arrancar esse infeliz? É talvez a toda a sua vida passada. Porque, pensai nisso, nesses rápidos instantes que lhe arrebatam os últimos minutos da vida, o homem perdido volve sobre sua vida passada, ou antes, ela se ergue diante dele. A morte, talvez, chegue muito cedo para ele; a reencarnação poderá ser terrível; lançai-vos, pois, homens! vós a quem a ciência espírita esclareceu; lançai-vos, arrancai-o à sua condenação, e então, talvez, esse homem que morreria vos insultando, se atirará em vossos braços. Todavia, não é preciso perguntar- vos se o fareis ou não, mas ide em seu socorro, porque, salvando -o, obedeceis a esta voz do coração que vos diz: “Podes salvá-lo, salva-o!” (LAMENNAIS, Paris, 1862).

29 de abr de 2017

160 - CAP.21 - HAVERÁ FALSOS CRISTOS E FALSOS PROFETAS


ESTUDO PARA O DIA 30 DE ABRIL DE 2017

JEREMIAS E OS FALSOS PROFETAS

11. Eis o que disse o Senhor dos exércitos: Não escuteis as palavras dos profetas que vos profetizam e que vos enganam. Eles divulgam as visões de seus corações, e não o que aprenderam da boca do Senhor. Dizem àqueles que me blasfemam: O Senhor o disse: vós tereis a paz; e a todos aqueles que caminham na corrupção de seus corações: Não vos atingirá o mal. Mas quem dentre eles assistiu ao conselho de Deus; quem viu e ouviu o que ele disse? Eu não enviava esses profetas e eles corriam por si mesmos; eu não lhes falava e eles profetizavam de sua cabeça. Eu ouvi o que disseram esses profetas que profetizaram a mentira em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei. Até quando essa imaginação estará no coração dos profetas que profetizam a mentira, e cujas profecias não são senão seduções de seus corações? Se, pois, esse povo, ou um profeta, ou um sacerdote vos interroga e vos diz: Qual é o fardo do Senhor? Vós lhe direis: Vós mesmos é que sois o fardo, e eu vos lançaria bem longe de mim, disse o Senhor. (JEREMIAS, cap. XXIII, v. 16, 17, 18, 21, 25, 26, 33).


É sobre esta passagem do profeta Jeremias que convosco vou conversar, meus amigos. Deus, falando por sua boca, disse: “É a visão dos seus corações que os faz falar.” Essas palavras indicam claramente que, já naquela época, os charlatães e os exaltados abusavam do dom da profecia e o exploravam. Abusavam, por conseguinte, da fé simples e quase sempre cega do povo em predizendo por dinheiro boas e agradáveis coisas. Essa espécie de mentira era bastante generalizada na nação judia, e é fácil de compreender que o pobre povo, em sua ignorância, estava na impossibilidade de distinguir os bons dos maus, e era sempre mais ou menos enganado por esses supostos profetas que não eram senão impostores ou fanáticos. Não há nada mais significativo do que estas palavras: “Eu não enviei esses profetas e eles correram por si mesmos; eu não lhes falei e eles profetizaram?” Mais adiante, diz: “Eu ouvi esses profetas que profetizam a mentira em meu nome dizendo: Sonhei, sonhei”; ele indicava assim um dos meios empregados para explorar a confiança que tinham neles. A multidão, sempre crédula, não pensava em contestar a veracidade dos seus sonhos ou das suas visões; achava isso muito natural e convidava sempre esses profetas a falarem.



Após as palavras do profeta, escutai os sábios conselhos do apóstolo São João quando disse: “Não acrediteis em todos os Espíritos, mas experimentai se os Espíritos são de Deus”, porque entre os invisíveis há também os que se comprazem no logro quando encontram ocasião. Esses enganados, são, bem entendido, os médiuns que não tomam bastante precaução. Aí está, sem contradita, um dos maiores escolhos, contra o qual muitos vêm bater, sobretudo quando são novatos no Espiritismo. É para eles uma prova da qual não podem triunfar senão por uma grande prudência. Aprendei, pois, antes de todas as coisas, a distinguir os bons e os maus Espíritos, para não vos tornardes, vós mesmos, falsos profetas. (LUOZ, Espírito protetor, Carlsruhe, 1861).

22 de abr de 2017

15 de abr de 2017

159 - CAP. 11 - AMAR O PRÓXIMO COMO A SÍ MESMO

Estudo para o dia 14 de abril de 2017

9.  O amor é de essência divina, e, desde o primeiro até o último, possuís no fundo do coração a chama desse fogo sagrado. É um fato que pudestes constatar muitas vezes; o homem mais abjeto, o mais vil, o mais criminoso, tem por um ser, ou por um objeto qualquer, uma afeição viva e ardente, à prova de tudo que tendesse a diminuí-la, e atingindo,

freqüentemente, proporções sublimes.

Disse eu por um ser ou por um objeto qualquer, porque existem entre vós indivíduos que dispensam tesouros de amor, dos quais seus corações transbordam, sobre animais, sobre plantas, e mesmo sobre objetos materiais: espécies de misantropos se queixando da Humanida-de em geral, resistindo contra a tendência natural de sua alma que procura, ao seu redor, a afeição e a simpatia; eles rebaixam a lei de amor ao estado de instinto. Mas, qualquer coisa que façam, não saberão sufocar o germe vivaz que Deus lhes depositou nos corações, na sua criação; esse germe se desenvolve e engrandece com a moralidade e a inteligência, e, ainda que comprimido pelo egoísmo, é a fonte de santas e doces virtudes que fazem as afeições sinceras e duráveis, e vos ajudam a transpor a rota escarpada e árida da existência humana.

Há algumas pessoas a quem a prova da reencarnação repugna, no sentido de que outros participem de suas afetuosas simpatias, das quais são ciosas. Pobres irmãos! é a vossa afeição que vos torna egoístas; vosso amor está restrito a um círculo íntimo de parentes ou de amigos, e todos os outros vos são indiferentes. Pois bem! para praticar a lei de amor, tal como Deus a entende, é preciso que chegueis, progressiva-mente, a amar a todos os vossos irmãos, indistintamente. A tarefa será longa e difícil, mas se cumprirá: Deus o quer, e a lei de amor é o primeiro e o mais importante preceito de vossa nova doutrina, porque é a que deverá, um dia, matar o egoísmo, sob qualquer forma que ele se apresente; porque, além do egoísmo pessoal, há ainda o egoísmo de família, de casta, de nacionalidade. Jesus disse: “Amai vosso próximo como a vós mesmos”; ora, qual é o limite do próximo? a família, a seita, a nação? Não, é a Humanidade toda. Nos mundos superiores, é o amor recíproco que harmoniza e dirige os Espíritos avançados que os habi-tam, e o vosso planeta, destinado a um progresso próximo por sua transformação social, verá praticar, por seus habitantes, esta lei subli-me, reflexo da Divindade.


Os efeitos da lei de amor são o aperfeiçoamento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre. Os mais rebeldes e os mais viciosos deverão se reformar quando virem os benefícios produzi-dos por esta prática: Não façais aos outros o que não quereríeis que vos fosse feito, mas fazei-lhes, ao contrário, todo o bem que está em vosso poder fazer-lhes.


Não creiais na esterilidade e no endurecimento do coração humano; ele cede, a seu malgrado, ao amor verdadeiro; é um ímã ao qual não pode resistir, e o contato desse amor vivifica e fecunda os germes dessa virtude que está nos vossos corações em estado latente. A Terra, morada de prova e de exílio, será então purificada por esse fogo sagrado, e verá praticar a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação, o sacrifício, virtudes todas filhas do amor. Não vos canseis pois, de ouvir as palavras de João, o Evangelista; vós o sabeis que quando a enfermidade e a velhice suspenderam o curso de suas pregações, ele não repetia senão estas doces palavras: “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros.”

Caros irmãos amados, utilizai com proveito essas lições: sua prática é difícil, mas a alma delas retira um bem imenso. Crede-me, fazei o sublime esforço que vos peço: “Amai-vos”, e vereis bem cedo a Terra transformada e tornar-se um Elísio, onde as almas dos justos virão gozar o repouso. (FÉNELON, Bordéus, 1861).

7 de abr de 2017

Palestra: Pós Modernidade e Espiritualidade - Dr Gilson Luis Roberto



DOMINGO: DIA 09 DE ABRIL 2017 - 9:00 HRS DA MANHA

Palestra: Conhece-te a Ti Mesmo e Conquiste a Saúde Integral - Dr Sabino Luna




25 de mar de 2017

159 - CAP.14 - HONRAI A VOSSO PAI E A VOSSA MÃE

Estudo para o dia 1º de abril

Piedade filial. – Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? – O parentesco corporal e o parentesco espiritual. – Instruções dos Espíritos: A ingratidão dos filhos e os laços de família.
1.                  Vós sabeis os mandamentos: não cometereis adultério; não matareis; não furtareis; não prestareis falsos testemunhos; não fareis mal a ninguém; honrai a vosso pai e a vossa mãe. (São Marcos, cap. X, v.19; São Lucas, cap. XVIII, v. 20; São Mateus, cap. XIX, v. 19).
2.                  Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo sobre a terra, que o Senhor vosso Deus vos dará. (Decálogo; Êxodo, cap. XX, v. 12).

PIEDADE FILIAL

3. O mandamento: “Honrai a vosso pai e a vossa mãe” é uma consequência da lei geral de caridade e de amor ao próximo, porque não se pode amar o próximo sem amar pai e mãe; mas a palavra honrai encerra um dever a mais a seu respeito: o da piedade filial. Deus quis mostrar com isso que, ao amor, é preciso acrescentar o respeito, as atenções, a submissão e a condescendência, o que implica a obrigação de cumprir para com eles, de um modo mais rigoroso ainda, tudo o que a caridade manda para com o próximo. Esse dever se estende naturalmente às pessoas que estão no lugar de pai e de mãe, e que têm tanto mais mérito quanto seu devotamento é menos obrigatório. Deus pune sempre, de maneira rigorosa, toda violação a esse mandamento.
Honrar a seu pai e a sua mãe, não é somente respeitá-los: é assisti-los na necessidade, proporcionar-lhes o repouso na velhice, cercá-los de solicitude como fizeram por nós em nossa infância.
É sobretudo para com os pais sem recursos que se mostra a verdadeira piedade filial. Satisfazem esse mandamento aqueles que creem fazer um grande esforço dando-lhes apenas o necessário para não morrerem de fome, quando eles mesmos não se privam de nada? em os relegando aos mais ínfimos aposentos da casa, para não os deixar na rua, enquanto se reservam o que há de melhor, de mais confortável? Felizes ainda quando não o fazem de má vontade e não mercadejam o tempo que lhes resta de vida, descarregando sobre eles os trabalhos da casa! Cabe, pois, aos pais velhos e fracos serem os servidores de filhos jovens e fortes? Sua mãe regateou seu leite quando estavam no berço? contou suas vigílias quando estavam doentes, seus passos para lhes proporcionar o de que tinham necessidade? Não, não é somente o estritamente necessário que os filhos devem a seus pais pobres, mas também, tanto quanto possam, as pequenas doçuras do supérfluo, as amabilidades, os cuidados delicados, que não são do interesse do que eles receberam, o pagamento de uma dívida sagrada. Só aí está a piedade filial aceita por Deus.
Ai! pois, daquele que esquece o que deve aos que o sustentaram em sua fraqueza, que com a vida material lhe deram a vida moral, que, frequentemente, se impuseram duras privações para assegurar seu bem-estar! Ai! do ingrato, porque será punido pela ingratidão e pelo abandono; será atingido em suas mais caras afeições, algumas vezes desde a vida presente, mas certamente numa outra existência, em que suportará o que terá feito aos outros suportarem.
Certos pais, é verdade, menosprezam seus deveres, e não são para os filhos o que deveriam sê-lo; mas cabe a Deus puni-los e não aos seus filhos; não cabe a estes censurá-los, porque talvez eles próprios merecessem que fosse assim. Se a caridade estabelece como lei retribuir o mal com o bem, ser indulgente para com as imperfeições alheias, não maldizer o próximo, esquecer e perdoar os erros, amar mesmo aos inimigos, quanto essa obrigação é maior ainda com relação aos pais? Os filhos devem, pois, tomar por regra de conduta para com os pais, todos os preceitos de Jesus concernentes ao próximo, e dizer -se que todo procedimento repreensível em face de estranhos o é ainda mais em face dos parentes, e que o que talvez não fosse senão uma falta no primeiro caso, pode vir a ser um crime no segundo, porque, então, à falta de caridade se une a ingratidão.

18 de mar de 2017

158 - CAP. 28 - COLETÂNEA DE PRECES ESPÍRITAS

Estudo para o dia 25 de março de 2017

NO MOMENTO DE DORMIR

38. PREFÁCIO. O sono é o repouso do corpo, mas o Espírito não tem necessidade de repouso. Enquanto os sentidos estão entorpecidos, a alma se liberta em parte da matéria e goza das suas faculdades de Espírito. O sono foi dado ao homem para a reparação das forças orgânicas e para a reparação das forças morais. Enquanto o corpo recupera os elementos que perdeu pela atividade da vigília, o Espírito vai se retemperar entre os outros Espíritos; ele haure no que vê, no que ouve, e nos conselhos que lhe são dados, ideias que reencontra, ao despertar, em estado de intuição; é o retorno temporário do exilado à sua verdadeira pátria; é o prisioneiro momentaneamente libertado.

Mas ocorre, como para o prisioneiro perverso, que o Espírito nem sempre aproveita esse momento de liberdade para o seu adiantamento; se ele tem maus instintos, em lugar de procurar a companhia dos bons Espíritos, procura a dos seus iguais e vai visitar os lugares onde pode dar livre curso às suas tendências.

Aquele que está compenetrado desta verdade eleve o seu pensamento no momento em que sentir a aproximação do sono; faça apelo aos conselhos dos bons Espíritos e daqueles cuja memória lhe é cara, a fim de que venham se reunir a ele, no curto intervalo que lhe é concedido, e ao despertar se sentirá mais forte contra o mal, mais corajoso contra a adversidade.


39. PRECE. Minha alma vai se encontrar por um instante com os outros Espíritos. Que aqueles que são bons venham me ajudar com os seus conselhos. Meu anjo guardião, fazei com que, ao despertar, eu conserve deles uma impressão durável e salutar.

11 de mar de 2017

157 - CAP.27 - PEDI E OBTEREIS

Estudo para o dia 18 de março de 2017

DA PRECE PELOS MORTOS E PELOS ESPÍRITOS SOFREDORES

18. A prece é reclamada pelos Espíritos sofredores; ela lhes é útil porque vendo que pensam neles, sentem-se menos abandonados, menos infelizes. Mas a prece tem sobre eles uma ação mais direta: reergue-lhes a coragem, excita-lhes o desejo de se elevarem pelo arrependimento e pela reparação, e pode desviá-los do pensamento do mal. É nesse sentido que ela não só pode aliviar, mas abreviar seus sofrimentos. (Vede: O Céu e o Inferno, 2ª parte: Exemplos).
19. Certas pessoas não admitem a prece pelos mortos, porque, na sua crença, não há para a alma senão duas alternativas: ser salva ou condenada às penas eternas, e, num e noutro caso, a prece é inútil. Sem discutir o valor dessa crença, admitamos por um instante a realidade das penas eternas e irremissíveis, e que as nossas preces sejam impotentes para lhes pôr um termo. Perguntamos se, nessa hipótese, é lógico, caridoso e cristão rejeitar a prece pelos condenados? Essas preces, por impotentes que sejam para os livrar, não são, para eles, um sinal de piedade que pode dulcificar seu sofrimento? Sobre a Terra, quando um homem é condenado perpetuamente, no caso mesmo que ele não tenha nenhuma esperança de obter graça, é proibido a uma pessoa caridosa ir sustentar suas correntes para lhe aliviar o peso? Quando alguém está atacado de um mal incurável, porque não oferece nenhuma esperança de cura, é preciso abandoná-lo sem nenhum alívio? Imaginai que, entre os condenados, pode se encontrar uma pessoa que vos foi cara, um amigo, talvez um pai, uma mãe ou um filho, e porque, segundo vós, não poderá esperar sua graça, lhe recusaríeis um copo de água para estancar-lhe a sede? Um bálsamo para secar-lhes as feridas? Não faríeis por ele o que faríeis por um prisioneiro? Não lhe daríeis um testemunho de amor, uma consolação? Não, isso não seria cristão. Uma crença que resseca o coração não pode se aliar com a de um Deus que coloca, em primeiro lugar entre os deveres, o amor ao próximo.
A não eternidade das penas não implica a negação de uma penalidade temporária, porque Deus, na sua justiça, não pode confundir o bem e o mal. Ora, negar, nesse caso, a eficácia da prece, seria negar a eficácia da consolação, do encorajamento e dos bons conselhos. Seria negar a força que se haure na assistência moral daqueles que nos querem bem.
20. Outros se fundamentam numa razão mais especiosa: a imutabilidade dos decretos divinos. Deus, dizem eles, não pode mudar as sua s decisões a pedido de suas criaturas; sem isso nada seria estável no mundo. O homem, pois, nada tem a pedir a Deus, não tem senão que se submeter e adorá-lo.
Há, nessa ideia, uma falsa aplicação da imutabilidade da lei divina, ou melhor, ignorância da lei no que concerne à penalidade futura. Essa lei é revelada pelos Espíritos do Senhor, hoje que o homem está maduro para compreender o que, na fé, está conforme ou contrário aos atributos divinos.
Segundo o dogma da eternidade absoluta das penas, ao culpado não se tem em conta seus remorsos e seu arrependimento; para ele, todo desejo de se melhorar é supérfluo e está condenado a permanecer perpetuamente no mal. Se está condenado por um tempo determinado, a pena cessará quando esse tempo tiver expirado; mas quem diz que, então, terá mudado para melhores sentimentos? Quem diz que, a exemplo de muitos condenados na Terra, na sua saída da prisão, não será tão mau quanto antes? No primeiro caso, seria manter na dor do castigo um homem que retornou ao bem; no segundo, agraciar aquele que permaneceu culpado. A lei de Deus é mais previdente que essa; sempre justa, equitativa e misericordiosa, não fixa nenhuma duração à pena, qualquer que seja; ela se resume assim:
21. “O homem suporta sempre a consequência das suas faltas; não há uma só infração à lei de Deus que não tenha punição.
A severidade do castigo é proporcional à gravidade da falta.
A duração do castigo, para qualquer falta, é indeterminada e está subordinada ao arrependimento do culpado e seu retorno ao bem. A pena dura tanto quanto a obstinação no mal, e seria perpétua se a obstinação fosse perpétua, de curta duração se o arrependimento chega logo.
Desde que o culpado clame por misericórdia, Deus o ouve e lhe envia a esperança. Mas o simples remorso do mal não basta, pois é preciso a reparação. Por isso, o culpado é submetido a novas provas, nas quais pode sempre, por sua vontade, fazer o bem em reparação ao mal que fez.
O homem é, assim, constantemente, o árbitro de sua própria sorte, podendo abreviar seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Sua felicidade, ou sua infelicidade, dependem da sua vontade de fazer o bem.”
Tal é a lei; lei imutável e conforme a bondade e a justiça de Deus.
O Espírito culpado e infeliz pode, assim, sempre salvar-se a si mesmo: a lei de Deus lhe diz em que condições pode fazê-lo. Frequentemente, o que lhe falta é a vontade, a força, a coragem; se, por nossas preces, nós lhe inspiramos essa vontade, se o sustentamos e encorajamos; se, por nossos conselhos, nós lhe damos as luzes que lhe faltam, ao invés de solicitar a Deus a derrogação da sua lei, nos tornamos instrumentos para a execução da sua lei de amor e de caridade, na qual ele nos permite, assim, participar dando, nós mesmos, uma prova de caridade. (Vede, O Céu e o Inferno, 1ª parte, cap. IV, VII, VIII).



4 de mar de 2017

156 - CAP.22 - NÃO SEPAREIS O QUE DEUS JUNTOU

Estudo para o dia 11 de março de 2017

INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO

1. Os Fariseus vieram também a ele para tentá-lo, dizendo-lhe: É permitido a um homem devolver sua mulher por qualquer causa que seja? Ele lhes respondeu: Não lestes que aquele que criou o homem desde o princípio, os criou macho e fêmea, e que foi dito: Por essa razão o homem deixará seu pai e sua mãe, e se ligará à sua mulher, e não farão mais os dois senão uma só carne? Assim, eles não serão mais dois, mas uma só carne. Que o homem, pois, não separe o que Deus juntou.
Mas por que, pois, disseram-lhe, Moisés ordenou que se desse à mulher uma carta de separação e que fosse devolvida? Ele lhes respondeu: Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu devolver vossas mulheres: mas isso não foi desde o princípio. Também vos declaro que todo aquele que devolve sua mulher, se não for em caso de adultério, e esposa outra, comete adultério; e que aquele que esposa a que um outro devolveu, comete também adultério. (São Mateus, cap. XIX, v. de 3 a 9).
2. Não há de imutável senão o que vem de Deus; tudo o que é obra dos homens está sujeito a mudanças. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países; as leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência. No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos para operar a renovação dos seres que morrem; mas, as condições que regulam essa união são de ordem tão humana, que não há no mundo inteiro, e mesmo na cristandade, dois países em que elas sejam absolutamente as mesmas, e que não haja um em que elas não tenham sofrido mudanças com o tempo; disso resulta que, aos olhos da lei civil, o que é legítimo num país em uma época, é adultério num outro país e noutro tempo; isso porque a lei civil tem por objetivo regular os interesses das famílias, e esses interesses variam segundo os costumes e as necessidades locais; é assim que, por exemplo, em certos países, só o casamento religioso é legítimo; em outros é preciso também o casamento civil; noutros, enfim, só o casamento civil basta.
3. Mas na união dos sexos, ao lado da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há uma outra lei divina, imutável, como todas as leis de Deus, exclusivamente moral e que é a lei de amor. Deus quis que os seres estivessem unidos não somente pelos laços da carne, mas pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se transportasse para seus filhos, e que eles fossem dois, em lugar de um, a amá-los, a cuidá-los e fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, foi levada em conta essa lei de amor? De nenhum modo; o que se consulta não é a afeição de dois seres que um mútuo sentimento atrai um para o outro, uma vez que, o mais frequentemente, se rompe essa afeição; o que se procura não é a satisfação do coração, mas a do orgulho, da vaidade e da cupidez, numa palavra, de todos os interesses materiais; quando tudo está bem, segundo esses interesses, diz-se que o casamento é conveniente, e quando as bolsas estão bem combinadas, diz-se que os esposos o estão igualmente, e devem ser bem felizes.
Mas nem a lei civil, nem os compromissos que ela faz contrair, podem suprir a lei do amor se esta lei não preside a união; disso resulta que, frequentemente, o que se une à força, se separa por si mesmo; que o juramento que se pronuncia ao pé do altar torna-se um perjúrio se dito como uma fórmula banal; daí as uniões infelizes, que acabam por tornar-se criminosas; dupla infelicidade que se evitaria se, nas condições do casamento, não se fizesse abstração da única lei que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor. Quando Deus disse: “Vós não sereis senão uma mesma carne”; e quando Jesus disse: “Vós não separareis o que Deus uniu”, isso se deve entender da união segundo a lei imutável de Deus, e não segundo a lei variável dos homens.
4. A lei civil é, pois, supérflua, e é preciso retornar ao casamento segundo a Natureza? Não, certamente; a lei civil tem por objetivo regular as relações sociais e os interesses das famílias, segundo as exigências da civilização; eis porque ela é útil, necessária, mas variável; deve ser previdente, porque o homem civilizado não pode viver como o selvagem; mas nada, absolutamente nada, se opõe a que seja o corolário da lei de Deus; os obstáculos para o cumprimento da lei divina resultam dos preconceitos e não da lei civil. Esses preconceitos, se bem que ainda vivazes, já perderam seu império entre os povos esclarecidos; eles desaparecerão com o progresso moral, que abrirá enfim os olhos sobre os males sem número, as faltas, os próprios crimes que resultem de uniões contraídas tendo em vista unicamente os interesses materiais; e se perguntará um dia se é mais humano, mais caridoso, mais moral unir indissoluvelmente um ao outro seres que não podem viver juntos, do que lhes dar a liberdade; se a perspectiva de uma cadeia indissolúvel não aumenta o número das uniões irregulares.